
-
Prefeito critica acusações e Turquia tem quarta noite de protestos
-
Israel bombardeia o Líbano após disparos de foguetes
-
Noruega goleia Moldávia (5-0) em sua estreia nas Eliminatórias da Copa de 2026
-
João Fonseca vence Humbert e avança à 3ª rodada do Masters 1000 de Miami
-
Equador detecta novo vazamento de combustível e governo denuncia atentado
-
Com sangue novo na zaga, Espanha encara Holanda por vaga nas semis da Liga das Nações
-
Protesto contra o racismo reúne mais de 90 mil pessoas na França
-
Prefeito de Istambul critica acusações de que é alvo
-
Após vencer Indian Wells, Draper é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Miami
-
Protestos na Turquia transcendem prisão de prefeito
-
Oposição convocará greve geral se governo de Israel demitir chefe do serviço secreto
-
Putin rezou por Trump após tentativa de assassinato, diz enviado da Casa Branca
-
Venezuela apreende 3,8 toneladas de cocaína na fronteira com a Colômbia
-
Israel anuncia novos bombardeios no Líbano
-
Ben Shelton é eliminado em sua estreia em Miami; Zverev avança sem dificuldades
-
Prefeito de Istambul chama de 'imorais e sem fundamento' acusações contra ele
-
Rússia espera 'avanços' em negociações com delegação dos EUA
-
Neuer volta a sentir lesão na panturrilha e vai desfalcar Bayern
-
Papa terá alta no domingo e deve fazer sua primeira aparição ao final do Angelus
-
Rússia espera 'alguns avanços' em negociações sobre Ucrânia com delegação dos EUA
-
Aeroporto de Heathrow, em Londres, está 'plenamente operacional' após incêndio
-
Cidade espanhola de Ávila em estado de emergência por chuvas e inundações
-
Venezuela anuncia repatriações dos EUA em meio à crise de imigração de Trump
-
Pequim, Seul e Tóquio concordam em reforçar cooperação frente a desafios internacionais
-
Israel bombardeia o Líbano após disparos de foguetes em seu território
-
Cientistas do Japão obtêm avanços no tratamento de lesões medulares com células-tronco
-
EUA revogará status legal de 500 mil migrantes de Cuba, Haiti, Venezuela e Nicarágua
-
Trump nega ter assinado ordem para deportar migrantes venezuelanos
-
Papa fará no domingo a primeira aparição pública após internação
-
Piastri (McLaren) conquista pole do GP da China de F1; Bortoleto é 19º
-
Lewis Hamilton vence corrida sprint do GP da China, sua 1ª vitória pela Ferrari
-
Alcaraz perde para Goffin em sua estreia no Aberto de Miami
-
Lenda do boxe, George Foreman morre aos 76 anos
-
Peruanos exigem que governo fortaleça combate ao crime organizado
-
Com golaço de Almada, Argentina vence Uruguai (1-0) e fica a um empate da Copa do Mundo
-
Universidade de Columbia cede perante Trump e anuncia reformas institucionais
-
EUA anunciam prisão de 68 membros do Tren de Aragua em menos de uma semana
-
Israel realiza novos ataques em Gaza e ameaça anexar partes do território
-
Juiz denuncia repercussões 'problemáticas' de lei invocada por Trump para deportar imigrantes
-
Valencia faz 2 e Equador vence Venezuela (2-1) nas Eliminatórias
-
Inglaterra vence Albânia (2-0) e dá primeiro passo rumo à Copa do Mundo
-
EUA sancionam ex-presidente argentina Cristina Kirchner por corrupção
-
Congresso do Peru destitui ministro após assassinato de cantor
-
Djokovic chega a 410 vitórias em Masters 1000 e iguala recorde de Nadal
-
Milhares de turcos protestam contra prisão de principal rival de Erdogan
-
EUA sanciona ex-presidente argentina Cristina Kirchner por 'corrupção'
-
EUA importa ovos de Coreia e Turquia para baixar preços em meio a gripe aviária
-
Heathrow recebe primeiros voos após incêndio que perturbou tráfego mundial
-
Trump nega que Musk receberá informações sobre planos de guerra com a China
-
Iga Swiatek estreia com vitória no WTA 1000 de Miami

'As pessoas têm medo': economia dos migrantes sofre com as políticas de Trump
"O trabalho está quase morto", resume Nader, obrigado a fechar sua loja de móveis em Corona, um dos bairros mais latinos do Queens, onde a política anti-imigratória de Donald Trump deixou as casas praticamente vazias pelo medo e a incerteza.
"Desde janeiro de 2025 (...) ninguém sai para a rua nem compra móveis porque as pessoas têm medo" de serem detidas ou deportadas, disse à AFP este americano de origem palestina, que assegura que é "a pior crise" que viveu em seus 35 anos no ramo dos móveis, nove deles neste bairro.
A outrora movimentada praça de Corona, o epicentro do Queens, um dos bairros mais multiculturais de Nova York, está quase vazia e os poucos transeuntes caminham rapidamente.
"Às vezes, passam até três dias sem nenhuma venda", diz o vendedor, de 57 anos, desolado pelo futuro incerto.
Sua clientela, majoritariamente da Guatemala, muitas vezes sem documentos, como muitos moradores desse bairro do interior do Queens, está ameaçada pela política de 'deportação em massa' anunciada pelo presidente republicano.
Quase ninguém se arrisca a comprar um colchão ou uma cômoda diante da perspectiva de ter que deixar tudo para trás em caso de deportação, disse ele.
Lojas de roupa, mercearias, restaurantes, agências de transferências de dinheiro e barracas de comida também se queixam que o negócio caiu entre 40% e 60% desde o início do ano.
Na operadora de telefones onde Javier taralha, as vendas caíram pela metade. Seus clientes reduziram os planos ou se limitam a pagar o mínimo para não perder a linha. A maioria prefere esperar antes de comprar um aparelho novo, diz.
"As pessoas antes gastavam sem nenhum problema. Tenho trabalho, tenho dinheiro. Agora, saem do trabalho e podem não voltar para casa", diz o mexicano, de 31 anos.
Embora diferentemente dos primeiros dias do governo Trump, os agentes do ICE, encarregados de prender e deportar imigrantes sem documentos, raramente sejam vistos na vizinhança, o medo ainda está presente. E "isso vai continuar por quatro anos", ele prevê.
"O que vai acontecer se eles continuarem a deportar?", se pergunta. Os pequenos negócios do bairro "vivem do mesmo latino. É uma economia que está simplesmente distribuída aqui".
Segundo dados do ICE, entre 20 de janeiro e 12 de março, 28.319 pessoas foram deportadas em todo o país.
Os estrangeiros na mira são os que "cometem delitos" e aqueles "que violaram as leis de imigração" americanas, segundo as autoridades. Os sem documentos - mais de 11 milhões no país - que entraram ilegalmente se enquadram nessa categoria.
- Medo à flor da pele -
Por precaução, Javier, como muitos de seus conhecidos, levou todas as suas economias para o México.
Além do fechamento dos comércios e das demissões, os empregadores começaram a dispensar os trabalhadores sem documentos, antecipando as possíveis consequências.
O equatoriano Francisco López, que trabalha em construção, se queixa de que agora a cada "quinze dias" os empregadores trocam de funcionários. Ele foi pago com um cheque sem fundo, diz ele com uma raiva que lhe enche os olhos.
A mexicana de 53 anos, Acelina (nome fictício), que tem uma barraca de comida na praça de Corona, também sofreu com as consequências da política anti-imigração atual.
No ano passado, ganhava diariamente em torno de "400 a 500 dólares" (de 2,2 a 2,8 mil reais na cotação atual. Com esse dinheiro, ela precisa pagar pelo transporte, alugar sua cozinha e barraca, comprar suprimentos e sustentar seus quatro filhos, que são cidadãos americanos.
Agora, tem dias que ela não ganha mais que 140 dólares por dia (792 reais na cotação atual).
"Tenho que vir trabalhar mesmo com medo", diz essa mulher que tenta tranquilizar seus filhos mais novos, que temem que ela possa ser deportada.
Ela pensa em dar à sua filha mais velha, de 21 anos, a guarda dos irmãos caso algo aconteça com ela.
"Vocês são americanos, podem ir me visitar no México", diz para tranquilizá-los.
"Se o Sr. Trump dissesse: 'Ninguém vai tocar nessas pessoas que não têm documentos'", a situação melhoraria. "Em vez disso, ele diz que quer expulsar ainda mais pessoas", lamenta Nader.
M.O.Allen--AT